Sendo um firme crente em Deus, tenho denotado recentemente uma realidade desagradável que se tem afirmado no Evangelho.
Numa conversa com uma atea, pude denotar que ela - assim como muitos outros ateus - nao é atea porque rejeita a Deus, mas ela é somente "anti-igreja" ou "anti-religião", tudo porque ela considera que todos os evangélicos sao ignorantes. O que nao corresponde a realidade. Mas devo dizer que boa parte das suas críticas têm fundamento, e são muito ligadas a muita coisa negativa que se tem visto no seio evangélico.
Um evento que vejo frequentemente, é o facto de existirem sempre mais "ex pessoas negativas na sociedade". Ex drogados, ex delinquentes, ex prostitutas... e muitos outros tipos de ex pessoas negativas que encontraram na igreja um meio para sair da ex vida. Isso a princípio é positivo, visto que uma das principais funções da igreja é tirar as pessoas da vida mundana e aproximá-las a Deus. O problema nasce quando essas pessoas tornam-se a maior parte dos membros da igreja, e a impressão que transmite é que muitas delas só se aproximam a Deus quando a próprias vidas tornam-se insuportáveis. Muitas dessas pessoas entregam-se a Deus somente quando parece que estão para "entregar as chaves da vida", e vêm a igreja como a última solução. Quando essas pessoas chegam a igreja, encontram um alívio que inicialmente se pode traduzir numa mudança de hábito, ou na maior parte das vezes, é apresentada a essas pessoas uma nova visão dos seus problemas e a promessa de que num futuro os seus problemas serão resolvidos por Deus.
E muitas dessas pessoas, evolvem-se de tal maneira à igreja, que abandonam completamente todo o tipo de análise da vida social, assumindo uma nova e radical rotina diária, ignorando tudo que não envolve o cristianismo, o que faz com que os ateus - inclusive os agnósticos - pensem que estes não capazes de pensarem com a própria cabeça.
Creio que DEUS não deve ser visto como a última solução na nossa vida, mas sim como a PRIMEIRA solução. Não nos podemos entregar a Deus depois de termos feito e desfeito tudo na vida, vendo santificação como o último horizonte a ser alcançado, em vez de ser o contrário. E mesmo depois de nos convertemos, não podemos ignorar completamente toda a nossa capacidade de raciocínio, deixando-nos levar somente pelo que diz o Pastor. É importante recordar que os Pastores também são humanos, e estão sujeitos aos mesmos erros e tentações na qual estamos sujeitos nós. Essa é a razão pela qual hoje vemos vários Pastores, que evidentemente não se interessam com o evangelho e pensam somente ao enriquecimento pessoal, a arrastarem multidões de crentes, que mesmo vendo as inúmeras polémicas na qual o Pastor está envolvido, preferem seguir cegamente.
Por isso é que hoje em dia, os verdadeiros crentes, que buscam o SENHOR de coração, perdem mais tempo a explicar nas pessoas o que não é evangelho, do que o que é evangelho. Porque o Não Evangelho actualmente está espalhado na maior parte das igrejas evangélicas.
D.M.

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